Vox não consegue acreditar que Putin entende de geopolítica

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Não existe nada como o senso desregulado de auto-importância que instalam nos pobres estudantes de jornalismo, mas tudo precisa ter um limite. Hoje, um camarada chamado Zack Beauchamp, escrevendo para o site Vox, pai do nosso querido Polygon, quebrou todo e qualquer compromisso com a realidade ao comentar sobre a posição de Vladimir Putin em relação ao impasse nuclear com a Coreia do Norte.

Chocado e confuso, Zack parece não querer acreditar que o presidente russo – que manteve o poder sobre a maior potência nuclear do mundo por quase 20 anos – consegue conjurar uma análise geopolítica minimamente sensata, como explica na primeira frase do artigo.

“É estranho imaginar o presidente russo Vladimir Putin como uma fonte confiável em questão de análise geopolítica.”

Ele então descreve a visão de Putin de que retórica inflamada e sanções não vão resolver o problema, pois é impossível tirar o valor das armas nucleares de Kim Jong-Un, sempre destacando que é a mesma opinião de seus amiguinhos professores de universidade, esses sim grandes baluartes da arena geopolítica.

Putin diz que o uso de expressões como “fogo e fúria” não levam a nada e é contraprodutivo na resolução dessa “histeria militar”, defendendo a abertura de negociações francas e diretas. “Todos os lados tem bom senso o suficiente e entendem a sua responsabilidade, nós podemos resolver isso através de meios diplomáticos”, completou o presidente russo, numa linha quase igual à dos experts americanos.

“De novo, isso não prova que Vladimir Putin é algum tipo de gênio quando o assunto é relações internacionais.”

Porém prova que jornalistas andam numa power trip tão violenta a ponto de querer dizer que o cara que, como eu descrevi, dominou o cenário político da maior potência nuclear do mundo por quase 20 anos, além de ter servido como agente da KGB em Berlim em plena Guerra Fria, não entende nada de geopolítica. É a forma jornas lib de dizer que a pessoa tá certa, mas que continua boba e feia. É uma infantilidade que mais do que uma instabilidade emocional, demonstra um total descompromisso com a realidade.

Ele termina o artigo criticando o governo Trump por ceder a política mais sensata a Putin “de todas as pessoas”. Se ao menos a secretaria de estado, o alto comando do Pentágono e o conselho de segurança nacional dos Estados Unidos fossem formados só por jornalistas de sites ultraliberais e professores de universidade, né? Quem sabe não estaríamos nessa pindaíba de hidrogênio.

Complexo
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