A Hat in Time: O jogo mais adorável que você talvez não esteja esperando

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Quando o assunto é “jogos adoráveis que serão lançados em 2017”, é difícil desviar a atenção de Cuphead e seu impressionante estilo a la animações dos anos 30 e 40. Mas tem um jogo com uma proposta totalmente diferente, porém quase tão encantador quanto, que vem passando um pouco por baixo do radar de muitas pessoas. Trata-se de A Hat in Time.

É provável que você já tenha ouvido falar nesse jogo, mais um caso de sucesso de financiamento pelo Kickstarter em 2014, mas de lá pra cá a memória pode ter se esvaído em meio a tantos lançamentos e promessas. Apesar de inspirado nos clássicos platformers 3D de outrora, A Hat in Time começa sem a bagagem de nostalgia de Yooka-Laylee, outro jogo que deveria ter “ressuscitado” o gênero, contando a história de Hat Kid, uma jovem garota com o poder de viagem interestelar que tenta voltar pra casa. Um dia, um capanga da Mafia Town aborda seu barco voador para cobrar um pedágio cobrado pelos criminosos na rota. Frustrado, ele rompe a janela da nave, enquanto seu combustível, as “time pieces” são espalhadas por todo o mundo. Resta a Hat Kid resgatar todas as peças para poder voltar para casa.

Uma simples trama que dá o pontapé inicial para muita collectathon e platforming 3D, no melhor estilo de Super Mario 64 e Banjo & Kazooie. Inclusive é do primeiro que A Hat in Time parece tirar mais inspiração, com um maior foco em ação e ambientes cheios de obstáculos do que na simples busca por itens, como em Banjo. Junte isso a um artstyle que parece aproximar os desenhos animados americanos da estética anime e uma direção de arte extraordinária e o resultado é simplesmente encantador.

O estilo 3D opaco, com texturas simples, remete ainda mais aos tempos de Super Mario 64, parecendo mais uma escolha estética consciente do que uma limitação, como aparenta no começo. Enquanto eu preferiria um visual refinado, mais moderno, que realmente complementasse o estilo visual adorável, pelo menos não impede a direção de arte de brilhar. Até mesmo um cel. shading complementaria muito bem o character design, bastante inspirado em The Legend of Zelda: The Wind Waker.

O jogo será lançado dia 5 de outubro para PS4, Xbox One e Steam (Windows e macOS) e sim, eu sei o que você está se perguntando. Infelizmente, ainda não há planos para uma versão de Switch, mas não falta vontade dos desenvolvedores, apesar do desafio de fazer o jogo, que funciona na Unreal Engine 3, rodar no console, que por enquanto só suporta a mais nova Unreal Engine 4.

Complexo
Criador do Loly.