Google mostra sua verdadeira face

Modo Noturno

O spin já começou. Seguindo a demissão de um empregado que escreveu um memorando interno criticando o culto à justiça social e diversidade dentro da empresa, a Google, através de seus poderosíssimos tentáculos, já começou a campanha para limpar seu nome em frente ao desastre de relações públicas.

Resumindo, a demissão de James Damore serve somente para confirmar aquilo que ele dizia em seu manifesto. A Google se tornou uma empresa mais preocupada em sinalizar virtude e promover diversidade do que com tecnologia, fato ecoado por empregados anônimos entrevistados por Allum Bokhari, do Breitbart Tech. Surgiu na empresa de São Francisco um ambiente de caça às bruxas, onde qualquer indício de dissentimento é lidado com rejeição e empregados conservadores muitas vezes acabam sendo demitidos por questões extra-operacionais.

Gerentes escolhem suas equipes de acordo com a sua linha de pensamento, abertamente rejeitando aqueles que vão contra o culto, mesmo que eles sejam melhor qualificados ou indicados para o trabalho, efetivamente atrapalhando o bom funcionamento da empresa.

Segundo esses relatos, muitos dos novos empregados passam o dia fazendo ativismo sobre justiça social – resultando em coisas como os doodles da homepage do Google retratando personalidades e acontecimentos obscuros, com o objetivo de promover a diversidade. E pior – a gerência sênior parece querer cada vez mais pessoas com esse perfil.

Hoje de manhã, a assessoria de imprensa disfarçada de imprensa especializada já começou a trabalhar no estrago – com sites amigos como o The Verge publicando para todos o memorando interno do CEO Sundar Pichai sobre o episódio, e a odiosa, odiosa mesmo, Newsweek ligando James Damore à “Alt-Right”,menosprezando a reação da internet à sua demissão.

Os últimos anos viram diversos escândalos envolvendo a empresa e seus produtos, desde a manipulação de resultados de busca à perseguição de conteúdo político contrário no Youtube. Seja lá qual for o seu background ou nacionalidade, se você pensa um pouquinho diferente dos mais intensos ativistas de justiça social, a Google não o quer, nem nos seus escritórios, nem nos seus serviços.

Serviços esses que são cada vez mais difíceis de escapar. Enquanto a hegemonia da busca pode ser combatido por excelentes alternativas como o DuckDuckGo (que eu adotei) ou o mais falho Bing, serviços como o AdSense – que você, caso tenha desativado seu AdBlocker no Loly, está vendo nesta exata página – parecem inescapáveis, prendendo uma geração inteira de produtores de conteúdo à linha de pensamento dos empregados que nos forneceram esse shit-show todo.

James Damore foi só mais um sacrifício no altar do culto à diversidade, negado de oportunidade pela fé cega numa bandeira propagada por agentes políticos travestida de virtude. Uma ideologia que nega espaço e muitas vezes humanidade a seus detratores, aceitando sentar somente sozinha no trono da hegemonia cultural.

Uma ideologia que agora tem a Google como a sua maior garota-propaganda.