Somos todos nazistas

Modo Noturno

O que Donald Trump, George W. Bush, eu, você e a velhinha atravessando a rua ali na esquina neste exato momento têm em comum? Somos todos nazistas. Ou, ao menos, podemos ser. Por que “nazista” deixou de significar um adepto do nacional socialismo e passou a ser apenas um recurso político, um recurso que existe para desumanizar e demonizar toda e qualquer oposição que apareça.

É claro que nem eu, nem você, nem o Tio George e o Papai Trump somos nazistas (a velhinha eu já não tenho certeza). Somos pessoas normais que nem parariam pra pensar na cor da pele do outros se não tivesse um bando de chato nos lembrando disso sempre que abrimos o jornal ou ligamos a TV.

Vou lhes contar um segredinho: a América não é racista, o Brasil não é racista, o ocidente não é racista. E quem te diz o contrário, pode escrever que tá tirando alguma vantagem com isso. Até mesmo a alt-right, o bicho papão da atualidade, tá pro partido nazista alemão como um pingado tá pra um copo de leite quente. A alt-right é somente política de identidade para brancos, do mesmo jeito que o Black Lives Matter serve para os negros. A diferença é que enquanto um lado é protegido por ex-presidentes, mídia e celebridades, o outro é ridicularizado por famosos e jornalistas.

Não existe nada de justiça social em usar “branco” como insulto, não existe “faze-los se sentirem deslocados como nós”, você só tá sendo racista e extremamente narcisista ao ponto de demonizar uma raça inteira de pessoas só pra te fazer se sentir uma pessoa melhor. E, ainda por cima, está alimentando o fogo da alt-right, o grupo que você jura tanto odiar.

Mas a alcunha de nazista não é exclusiva dos barrigudinhos de Twitter preocupados demais com o avanço da arquitetura moderna. Ela é reservada para silenciar qualquer oposição ao Deus da Diversidade, ao chamado discurso em voga, que não é nada mais, nada menos do que uma ideologia de esquerda mascarada de normalidade.

Há pouco mais de uma década atrás era George W. Bush o presidente americano fascista, que sinalizava um aumento do extremismo no país. Quem tem a minha idade deve lembrar da noite de sua reeleição, como os jornais brasileiros e americanos retrataram um mundo em choque e escuridão diante da notícia. Soa familiar? Não acredita? Vamos refrescar a sua memória.

A oposição virulenta à Bush era somente o espermatozoide do que vemos hoje com Trump – um sistema de organizações e grupos financiados por uma vasta máquina de propaganda progressista, que usa da academia, cultura pop e mídia para dar a impressão de que posições totalmente radicais como “abaixo às fronteiras” é a opinião geral da nação.

Não importa quantas vezes você rechace a ideia, quantas vezes se distancie de um discurso racista, você sempre será literalmente Hitler, pelo simples fato de se opôr ao rolo compressor cultural. Você pode passar o tempo que for no Twitter tentando convencer esquerdista de que “nazismo não é de direita”, você pode mostrar pra eles uma foto de Hitler e Marx se enrabando numa orgia cheia de negões que você continuará sendo Hitley.

Por que o problema não são as suas opiniões, é o fato de você ter ousado resistir.

Complexo
Criador do Loly.