A estátua de Lenin continua de pé em Seattle, nos E.U.A

Modo Noturno

Em um ato de vandalismo, manifestantes norte-americanos derrubaram uma estátua quase centenária no final da tarde dessa segunda-feira. O evento aconteceu na cidade de Durham, na Carolina do Norte.

O homem homenageado na estátua era um soldado que lutou pelos confederados na Guerra Civil. Os manifestantes alegam que o monumento se enquadra como um símbolo de ódio, e organizaram uma manifestação exigindo sua retirada.

Contudo, os vândalos mudaram de ideia e decidiram não esperar pela decisão do governo municipal. Com o auxílio de uma escada e uma corda, derrubaram o monumento. Algo que se configura como crime pelas leis da Carolina do Norte, que diz que o patrimônio público não pode ser removido sem a permissão do governo.

O ato é uma resposta aos protestos de supremacistas brancos em Charlottesville nesse fim de semana, que foram motivados pela remoção de outra estátua confederada.

Desde os homicídios cometidos pelo supremacista branco Dylan Roof em 2015, surgiu um intenso debate nos Estados Unidos acerca da remoção de símbolos confederados. Enquanto muitos líderes municipais alegam que as estátuas fazem parte da história dos Estados Unidos e que deveriam ser mantidas para preservar a memória de homens que morreram lutando pelo que acreditam, outros alegam que são símbolos ofensivos e que precisam ser removidos.

Contudo, uma estátua foi esquecida nessa perseguição por monumentos ”ofensivos e incompatíveis com os valores e ideais dos Estados Unidos.” Estou falando da estátua do revolucionário comunista Vladmir Lenin, que fica em Seattle, no estado de Washington. Será mesmo que a figura de um dos fundadores de um regime centralizador famoso por opressão, ódio, intolerância, controle ideológico e violência contra a oposição é compatível com os valores apreciados pelo povo norte-americano? Não. É compatível apenas com o ideário daquele segmento da população dos E.U.A que se autointitula progressista, mas age seguindo um modus operandi similar ao do Estado Islâmico, que destrói monumentos e templos históricos nos lugares anexados.

Mario Luccas Carneiro
(O único) Editor e roteirista do canal Jotalhão Reacionário.