A Alt-Left

Modo Noturno

Um termo para descrever a atual esquerda autoritária é algo que se busca há anos. Já se tentou de tudo, “extrema-esquerda”, “esquerda regressista”, “esquerda reacionária”… mas o único termo que conquistou algum alcance foi a sigla “SJW”, usada para descrever os obcecados com política de identidade e justiça social.

No entanto, os nossos bebês sensíveis favoritos são somente uma parcela do movimento. Faltava algo que sintetizasse toda a esquerda malucóide. Faltava.

Na coletiva de imprensa de ontem à tarde, o Presidente Donald Trump usou o termo “alt-left” (esquerda-alternativa) para descrever os vândalos da Antifa que entraram em conflito com militantes da alt-right em Charlottesville. De uma hora para a outra, o termo – que já havia sido usado esporadicamente na mídia conservadora – explodiu. “Alt-left” se tornou o rosto da Antifa, SJWs e seus comparsas na mídia tradicional que insistem em querer ditar como o cidadão comum deve pensar.

O termo é simples e poderoso. Apesar de claramente existir como um contra-ponto à alt-right, ele comunica muito mais do que só “os malucos do outro lado”. Após dois anos escutando “alt-right” na mídia e na boca de políticos democratas, alt-left surge como uma lanterna iluminando os malfeitos do grupo anti-fascista e o quanto eles foram protegidos pela mídia e establishment cultural. Em uma só tacada define bem o grupo, como atiça o ouvinte a pesquisar por que diabos ele nunca havia antes escutado falar nessa alt-left – imediatamente criando a semente da percepção de bias liberal na imprensa.

Tudo é amplificado pela reação de repórteres e membros do establishment – democrata e republicano – à coletiva de Trump. A narrativa “Trump legitimou supremacistas brancos” serve para esconder o fato de que ele pela primeira vez acusou o violento resultado da retórica progressista e totalitária da esquerda. Hoje, oponentes do presidente, incluindo covardes em seu próprio partido, fingem que a Antifa não existe, que a alt-right atacou um grupo de manifestantes pacíficos, que estavam ali para protestar contra o racismo, ocultando qualquer noção de organização e coordenação.

Porém, uma pequena pesquisa na internet – enquanto o Google deixar, ao menos – revelará as incontáveis revoltas e o vandalismo deixado pela Antifa moderna e outros grupos paramilitares de esquerda por onde passam. Os protestos de Berkeley, os atos #NotMyPresident, as agressões a eleitores de Trump desde a época das primárias… tudo com bandeiras comunistas sendo empunhadas, enquanto a bandeira americana é queimada e pisada. A internet nunca esquece.

E milhares de pessoas buscarão a verdade por si mesmos, motivados por um único termo. Alt-left equipara a esquerda com a alt-right, escancarando a sua violência para mundo. Enquanto a noção do termo “ctrl-left” pode ser mais apropriada – já que, diferentemente da alt-right, a alt-left é pró-establishment – o termo “Alt-left” precisa ser mantido por isso. Culturalmente é mais efetivo. Sempre que escutarem sobre a alt-right, as pessoas lembrarão da virulenta alt-left.

Com um golpe, Trump fez uma rachadura na armadura de “bondade e virtude” da esquerda, agora resta a nós bater até que a proteção inteira se desmanche, revelando a todos o Antifa mascarado, autoritário e violento escondido por trás de todo SJW.

Complexo
Criador do Loly.