Review: Splatoon 2 Multiplayer – You’re a hit now!

Modo Noturno

A review a seguir compreende somente o multiplayer online do jogo, a campanha singleplayer e o modo co-op Salmon Run não foram considerados.

As circunstâncias do lançamento de Splatoon 2 não poderiam ser mais diferentes da de seu antecessor. Uma IP nova, surgindo pra tentar empurrar o anêmico Wii U ao sucesso, Splatoon hoje é um conceito testado e aprovado, com milhões de fãs ao redor do mundo. A sequência chega em um console que vem surfando na crista da onda, virando todas as cabeças do pedaço com a sua capacidade de seduzir consumidores e fidelizar os seus donos, livre de responsabilidades.

A pergunta deixou de ser se Splatoon pode salvar o seu console e passou a ser se Splatoon é até necessário para o Switch. E eu posso responder isso com um contundente e sonoro SIM. Splatoon 2 é provavelmente o segundo killer app do novo console da Nintendo, o primeiro verdadeiramente exclusivo. Uma experiência de multiplayer da mais altíssima classe, contando com os melhores gráficos da plataforma até aqui – não devendo em nada pra concorrentes de consoles mais poderosos – e tão polida e bem pensada que chega a ser quase irritante.

O primeiro Splatoon já era um jogo como poucas arestas a se cortar e Splatoon 2 não foge muito da receita. É uma versão refinada do primeiro, que expande o escopo sem revolucionar a sua essência. É um mais do mesmo, sendo que esse mesmo é exatamente o que você quer, afinal, o conceito de Splatoon ainda é fresco o suficiente pra garantir essa escolha.

O resultado é uma experiência extremamente satisfatória, com tempos de loading e espera de matchmaking mais curtos, coroados com uma jogabilidade macia e pristina a smooth 1080p e 60fps, além de uma maior escolha de estilo de controle e customização. Não há muito o que falar a não ser o que já se sabe – é Splatoon, maior, mais bonito e estiloso.

Há no entanto um sério problema no jogo em modo portátil – os controles. Mesmo com várias opções, nenhuma parece se adequar perfeitamente ao form factor do Switch. Motion controls é uma bagunça por que você não consegue focar na tela e o controle tradicional faz as suas mãos doerem em poucos minutos devido à falta de pegada do Switch pra esse tipo de jogo, que exige o uso constante dos dois analógicos e ambos os gatilhos. A melhor opção pra quem pretende jogar longe da TV é mesmo destacar os joycons e levantar a kickstand do Switch.

Putz, aí complica.

E claro, a falta de multiplayer splitscreen é sempre sentida em um console da Nintendo, apesar da portabilidade ao menos amenizar isso um pouco. É uma pena que um jogo tão divertido não possa ser facilmente compartilhado, como a esmagadora maioria dos lançamentos do Switch.

Porém, nada que denigra um dos melhores lançamentos do Nintendo Switch até aqui, item quase obrigatório pra todo proprietário do console e um passo firme rumo à maturidade da ainda infante IP, que ainda é nova demais pra ser mudada, porém já oferece uma experiência de séries com anos e anos de aperfeiçoamento.

Complexo
Criador do Loly.