Bolsonaro promete criminalizar o MST

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Em uma entrevista concedida ao jornalista Alexandre Garcia, o pré-candidato Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou que o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra é um grupo terrorista e que deve ser criminalizado.

Os segmentos da sociedade que criticam o MST questionam sua constitucionalidade e sua legitimidade. Muitos afirmam que é uma instituição paramilitar ilegal, por conta do seu histórico de furtos, roubos, saqueamentos e latrocínios. O grupo também tem o hábito de protestar, de maneira intimidatória, com enxadas e foices, sob a justificativa de que é um ato simbólico.

Alexandre Garcia: É bom lembrar que Lula só foi eleito depois de três tentativas, quando passou a visitar os fazendeiros, os criadores de gado, e dar garantias de que não haveria invasões.

Jair Bolsonaro: Garantias que, na verdade, eram mentiras. O MST desde então nunca invadiu, nunca levou tanto terror ao campo. Nós devemos criminalizar esse movimento conhecido como o MST. Praticam nada mais do que terrorismo. O homem do campo, que traz comida até a nossa mesa, tem que ser respeitado.

Bolsonaro já deixou claro que pretende trocar de partido e disputar as eleições presidenciais de 2018. O parlamentar, eleito pela sétima vez em 2014, mostrou-se muito insatisfeito com sua atual legenda, o Partido Social Cristão (PSC), quando o mesmo efetuou coligações com partidos como o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) nas eleições municipais do ano passado. A expectativa é de que ele efetue a transferência para o Partido Social Democrático Cristão (PSDC) em março do ano que vem.

O pré-candidato, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para 2018 nos estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Espírito Santo, tem apresentado inúmeros planos de âmbito nacional nas suas palestras pelo país. Contudo, nega que esteja realizando comícios, com medo de ser penalizado por fazer propaganda eleitoral antecipada.