Eles nunca estão satisfeitos

Modo Noturno

O fim de semana viu mais uma “grande vitória” para os ativistas de justiça social pelo mundo com o anúncio de que o 13º doutor de Doctor Who será pela primeira vez… uma doutura. Claro, mulheres ainda são executadas e torturadas em praça pública em países do oriente médio por buscarem as mais simples liberdades, mas ao menos Doctor Who agora será encabeçado por uma vagina, yay!

Mas é claro que, enquanto há motivos para comemorar, nem tudo está perfeito, pois SJWs, como vocês bem sabem, jamais estão satisfeitos. É preciso mais, um passo adiante sempre, é preciso que terceiros leiam os pensamentos das cabeças de cabelo azul e consigam com uma única escolha satisfazer a uma cartilha cujo número de itens cresce a cada dia.

Quem levantou a voz dessa vez foi a nossa “crítica” de video games favorita, ela mesma, Anita Sarkeesian. Através do Twitter de seu movimento, Feminist Frequency, a forma lamentável de vida veio avisar ao mundo dos “limites” da vitória de ter uma mulher como Doctor, já que a série continua predominantemente branca, contando com sua nova protagonista, interpretada pela atriz Jodie Whittaker.

“Não é como se você primeiro consertasse o problema ‘mulher’, e depois o problema de ‘raça’, e depois o de ‘gay/trans’, tem que tudo acontecer ao mesmo tempo”, escreveu a bullshitter profissional oferecendo palavras muito bonitas, mas nenhuma solução. Segundo Anita, separar essas questões é empoderar os próprios desequilíbrios que pessoas como ela trabalham tanto contra.

Mas sejamos práticos, qual seria a solução? Uma Doctor mulher, negra, gorda, trans, assexuada? Ou, quem sabe, talvez seja só uma mudança besta em um seriado que não irá influenciar em nada o dia-dia das pessoas. Talvez, você, Anita, e esse movimento do qual faz parte, se agarre em questões triviais assim pois é a melhor maneira de ser notada na mídia, por que você cria um problema, enquanto apresenta a si mesma como a solução. Talvez seja um jeitinho de se enfiar no meio da folha salarial de mega-corporações que talvez prefiram desperdiçar um punhado de milhares de dólares por mês do que sofrer um ataque em massa de ideólogos travestidos de paladinos da justiça.

Ou talvez uma Doctor negra, trans, anã, assexuada de cadeira de rodas resolvesse. Jamais saberemos até que algum estúdio seja idiota a ponto de ativamente tentar agradar 100% pessoas como você.